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segunda-feira, fevereiro 14, 2011 

Denial (2)

Numa mensagem deixada no Facebook,  Louçã justifica a moção de censura por dois motivos:
1- um, a posteriori, a Direita uniu-se toda contra ela;
2- outro "circunstancial", a política de traição aos trabalhadores que o Governo tem levado a cabo merece uma reacção.
Num vídeo divulgado no site do Expresso, adianta um terceiro, claramente oportunista: "mais de metade" da população revê-se na moção...
O primeiro não é para discutir . É suposto que todas as iniciativas  do Bloco sejem atacadas pela Direita. Não é para isso que o Bloco lá está?
Ora esta nem sequer foi desmontada só pela Direita. A não ser que para o Bloco, o Daniel Oliveira já seja a Direita.
O segundo causa perplexidade. Pois não é a política do governo, de direita, por definição, sempre?
Qual é a especificidade do AGORA? Qual é o Plano na manga?
Quanto a isto, claro, nicles.
Toda esta agitação, no fundo, apenas se deve ao reconhecimento de um facto simples: quer o Bloco, quer em menor medida o PC, isto é, a esquerda, são cada vez mais uma trincheira ideológica que sobrevive nas franjas do regime parlamentar burguês e apenas aí. A sua ligação "às massas" de trabalhadores explorados que nas suas fantasias representam, é dia a dia mais ténue.
É preciso começar a perceber que a desgraçada aventura do Manuel Alegre e a esmagadora derrota que sofreu, significa que a Esquerda, tal como a conhecemos e concebemos há trinta anos, se encontra moribunda.
O terceiro só agrava o estado de negação. Louçã vem de umas eleições em que o candidato que apoiou teve 20% dos votos dos portugueses que votaram, isto é, votaram nele cerca de 10% dos eleitores portugueses e já se arroga o direito de falar por "mais de metade" da população.