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quinta-feira, setembro 15, 2011 

une arrière-salle de salon de thé

Mais um artigo do Nouvel Observateur sobre a situação em Fukushima.
Trata-se de uma entrevista a um técnico da central e revela uma realidade muito menos tranquilizadora do que sugerem os porta vozes da "normalização".
Os cuidados com a marcação da entrevista são os de uma reunião clandestina sob uma ditadura. O funcionário da central receia represálias, incluindo o despedimento, se a empresa souber que presta declarações à imprensa.
Mais do que a constatação da catástrofe e das suas consequências, impressiona o poder de intimidação e capacidade de bloqueio de informação do operador da central, certamente com a anuência (ou perante a impotência) das autoridades.
As consequências de uma utopia (um "futuro" nuclear) que espero nunca chegue cá.